segunda-feira, 17 de abril de 2017

Pensando sobre o 13 de maio

O Núcleo de estudos Roda Griô convida você para participar do evento referente ao 13 de maio - "pensando sobre o 13 de maio - falar da abolição ou do racismo? 

Será realizada dia 12/05/2017

 Teremos rodas de conversas e oficina de turbantes, para ajudar a problematizar a tal "abolição". Confira nossa programação no cartaz!
Para fazer sua inscrição, siga esses passos:
1. Click no link da ficha de inscrição e selecione "fazer download" - https://drive.google.com/…/0Bzma-ye7tHq8bF85bWJ3UkxNc…/view…
2. Baixe o arquivo
3. Preencha a ficha
4. Envie para o e-mail a ficha preenchida: rodagrio2017@gmail.com
5. Efetue pagamento de R$ 5,00 no dia do evento (12/05/2017)

Estamos esperando por todxs para compartilhar mais conhecimentos! #vempraroda

sábado, 8 de abril de 2017


RODA DO DIA 07/04/2017
PARTICIPANTES: ( Francis Boakari, Aguida Oliveira, Áurea Valeria, Áureo João, Kelciane Mendes, Ariosto Silva, Luzia Marques, Kácio, Denise Bezerra, Maria Beatriz, Emanuella Sousa, Antonia Regina, Raimundo Silva, Ateneia Rodrigues Gudenberg Moreira, Ilanna Bastista, Kaire Quadro, Luciléa Silva, Edilson Nascimento, Thallyne Suelly).


DIÁRIO DA RODA 

"Quanto mais assimilar os valores culturais da metrópole, mais o colonizado escapara da sua selva. Quanto mais ele rejeitar sua negridão, seu mato mais branco será (FANO, 2008, p.34).  


domingo, 22 de janeiro de 2017

Diário da roda do dia -13.01.2017

MEMÓRIAS DA RODA   

Quando a Roda gira e giramos na roda
Surge sempre questão que nos incomoda
Depois de sobre as cotas, com o Áureo assuntar
Foi a vez de, na Roda, a África estudar
Com o Francis, nosso  Mestre,que  a Roda fez Rodar
E, entorno das africanidades, problematizar!

Por que a África estudar? A questão se pôs
E muitos pensamentos vieram depois.
E no girar da Roda, pudemos entender
Que para falar da “África- é preciso conhecer”
Buscando, com cuidado, mitos desfazer
Estereótipos superar e racismos combater!

Que África conhecemos? Foi uma inquietação
Vieram logo as memórias da nossa formação.
Em que a África ensinada nos seriados da TV,
No rádio, na escola, e nos jornais que se lê
É uma África inventada, inferiorizada a meu ver,
Por quem teve a intenção da hegemonia manter!

Ainda com as evidências das contribuições
Do povo africano para todas as nações
Constata-se, porém, com facilidade
Quando nos cursos sobre a África, a perplexidade
Demonstrando desconhecer-se sua diversidade
Focando-se apenas nas calamidades.
Estudar sobre a África e sua complexidade
Não é o maior problema, Cunha disse uma verdade.
Mas os preconceitos adquiridos, ao longo da formação
Que fundados nos racismos, são desinformação.
E nos impedem de ter uma nova visão
Sobre a África, seus valores de mãe das nações.

Sobre a África, Griôs, é preciso saber,
Que não é um país, como se ouve dizer.
Mas um continente, com imensa riqueza,
Que tinha sua história e escrita, com certeza
E foi a colonização que lhe trouxe pobreza
Escravizando sua gente, com muita avareza

Quanto mais girava a Roda, mais se ouvia voz
Dizendo que estamos na África e a África está em nós.
E que o estudo da África, mesmo não explorado tão bem
Pode começar de nós mesmos, com o material que se tem
Pesquisando e ampliando e indo mais além
Pois recontar essa história a todos(as)  convém.

Girando, girando a Roda trará
Outra questão para nos provocar.
Se somos da Africa, somos afrodescendentes,
E não preto ou  pardo como chamam a gente.
Ou ainda mulato, mestiço ou outros, de repente.

Discutir  a questão considero pertinente.

Por: Raimunda Ferreira Gomes Coelho


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