Roda Griô 17- Março - 2017
As discussões giram em torno das nossas afrodescendências na sociedade brasileira bem como das questões de gênero e educação. Como enfrentar as marginalização e exclusão permanentes desta sociedade com raízes colonizadoras-racistas?
segunda-feira, 20 de março de 2017
domingo, 22 de janeiro de 2017
Diário da roda do dia -13.01.2017
MEMÓRIAS DA RODA
Quando
a Roda gira e giramos na roda
Surge
sempre questão que nos incomoda
Depois
de sobre as cotas, com o Áureo assuntar
Foi
a vez de, na Roda, a África estudar
Com
o Francis, nosso Mestre,que a Roda fez Rodar
E,
entorno das africanidades, problematizar!
Por
que a África estudar? A questão se pôs
E
muitos pensamentos vieram depois.
E
no girar da Roda, pudemos entender
Que
para falar da “África- é preciso conhecer”
Buscando,
com cuidado, mitos desfazer
Estereótipos
superar e racismos combater!
Que
África conhecemos? Foi uma inquietação
Vieram
logo as memórias da nossa formação.
Em
que a África ensinada nos seriados da TV,
No
rádio, na escola, e nos jornais que se lê
É
uma África inventada, inferiorizada a meu ver,
Por
quem teve a intenção da hegemonia manter!
Ainda
com as evidências das contribuições
Do
povo africano para todas as nações
Constata-se,
porém, com facilidade
Quando
nos cursos sobre a África, a perplexidade
Demonstrando
desconhecer-se sua diversidade
Focando-se
apenas nas calamidades.
Estudar
sobre a África e sua complexidade
Não
é o maior problema, Cunha disse uma verdade.
Mas
os preconceitos adquiridos, ao longo da formação
Que
fundados nos racismos, são desinformação.
E
nos impedem de ter uma nova visão
Sobre
a África, seus valores de mãe das nações.
Sobre
a África, Griôs, é preciso saber,
Que
não é um país, como se ouve dizer.
Mas
um continente, com imensa riqueza,
Que
tinha sua história e escrita, com certeza
E
foi a colonização que lhe trouxe pobreza
Escravizando
sua gente, com muita avareza
Quanto
mais girava a Roda, mais se ouvia voz
Dizendo
que estamos na África e a África está em nós.
E
que o estudo da África, mesmo não explorado tão bem
Pode
começar de nós mesmos, com o material que se tem
Pesquisando
e ampliando e indo mais além
Pois
recontar essa história a todos(as) convém.
Girando,
girando a Roda trará
Outra
questão para nos provocar.
Se
somos da Africa, somos afrodescendentes,
E
não preto ou pardo como chamam a gente.
Ou
ainda mulato, mestiço ou outros, de repente.
Discutir a questão considero pertinente.
Por: Raimunda Ferreira Gomes Coelho
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Rodas antes do recesso no início de 2017
No dia 16 de dezembro de 2016, tivemos a participação do autor Áureo João de Sousa apresentando seu trabalho de pesquisa na Roda:
SOUSA, Áureo João de. Etnicidade e territorialidade na comunidade quilombola Custaneira/Tronco, município de Paquetá – PI, Brasil. Dissertação (Mestrado) - apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Piauí. Teresina, 2015.
Você pode encontrar o texto no blog do autor: http://aureojoao.blogspot.com.br/2015/11/etnicidade-e-territorialidade-quilombola.html
No dia 06 de janeiro de 2017, Áureo João de Sousa apresentou novo tema de pesquisa:
SOUSA, Áureo João de. Cotas raciais: assuntando argumentos e posicionamentos. Ensaio. 2012. 90p. Trabalho de Conclusão de Disciplina (Educação e Política de Ação Afirmativa) – Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação, Cultura e Identidade Afrodescendente - Universidade Federal do Piauí – UFPI/Núcleo de Pesquisa sobre Africanidades e Afrodescendência/ÌFARADÁ – Teresina/PI, 2012. [Orientador: Professor Dr Benedito Carlos de Araújo Júnior].
Você poderá encontrar esse material no link: http://aureojoao.blogspot.com.br/2016_11_01_archive.html
No dia 13 de janeiro de 2017, o Prof Francis Musa Boakari apresentou o tema:
"África: continente e seus povos – africanas e africanos das diásporas"
SOUSA, Áureo João de. Etnicidade e territorialidade na comunidade quilombola Custaneira/Tronco, município de Paquetá – PI, Brasil. Dissertação (Mestrado) - apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Piauí. Teresina, 2015.
Você pode encontrar o texto no blog do autor: http://aureojoao.blogspot.com.br/2015/11/etnicidade-e-territorialidade-quilombola.html
No dia 06 de janeiro de 2017, Áureo João de Sousa apresentou novo tema de pesquisa:
SOUSA, Áureo João de. Cotas raciais: assuntando argumentos e posicionamentos. Ensaio. 2012. 90p. Trabalho de Conclusão de Disciplina (Educação e Política de Ação Afirmativa) – Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação, Cultura e Identidade Afrodescendente - Universidade Federal do Piauí – UFPI/Núcleo de Pesquisa sobre Africanidades e Afrodescendência/ÌFARADÁ – Teresina/PI, 2012. [Orientador: Professor Dr Benedito Carlos de Araújo Júnior].
Você poderá encontrar esse material no link: http://aureojoao.blogspot.com.br/2016_11_01_archive.html
No dia 13 de janeiro de 2017, o Prof Francis Musa Boakari apresentou o tema:
"África: continente e seus povos – africanas e africanos das diásporas"
Nos ajudou a refletir esse tema os textos:
"O Ensino da História Africana" de Henrique Cunha Jr. - disponível em:
E o texto "Contribuição dos Povos Africanos para o conhecimento científico e tecnológico universal" de Lázaro Cunha - disponível em: http://educacao.salvador.ba.gov.br/adm/wp-content/uploads/2015/05/contribuicao-povos-africanos.pdf
Na próxima Roda:
Discussão sobre "AFRODESCENDÊNCIA –
desconstruindo os racismos: não há tempo para ressignificações"
Fotos de participantes da Roda:
créditos: Áureo João de Sousa - UFPI, jan. 2017
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